segunda-feira, 22 de julho de 2013

NAVIO-MOTOR "LOUSADO"



O navio-motor "Lousado" a ser rebocado de dentro da doca onde

acabara de ser construído. Viana, Maio de 1954

foto site Lugar do Real
O navio-motor “Lousado” foi uma das unidades que fez parte de um famoso grupo de 22 belíssimos navios-motores, mandados construir pelo Estado Novo, entre 1936 e 1960, a fim de reforçar a frota bacalhoeira nacional. Foi entregue em Maio de 1954, pelos estaleiros de Viana ao armador -
Empresa Comercial e Industrial de Pesca - Pescal da praça de Lisboa.

 
Foi transformado em arrastão lateral, em 1961, mais tarde, em 1967, foi vendido passando a chamar-se “Navegante”, em 1990, mudou mais uma vez de mãos, desta feita para o armador Silva Vieira, que o rebaptizou de “Silvestre Vieira”. Foi desmantelado para sucata, em 1993, nos estaleiros de Alhos Vedros, Seixal.




O navio-motor "Lousado" embandeirado em arco no dia

do bota-abaixo, Maio de 1954, em Viana do Castelo

foto site Lugar do Real
Características principais:


Comprimento: 62.04 m
Boca: 11.07
m
Pontal: 4.9
m
Tonelagem líquida: 599.35
Ton.
Tonelagem bruta: 1176.95
Ton.
Capacidade de porão: 17.000 quintais
Tripulação: 99 homens
Material de Construção: Aço

 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

NAVIO-MOTOR "ALAN VILLIERS"


O navio-motor "Alan Villiers" no dia do seu bota-abaixo
em Junho de 1953 nos estaleiros de Viana
foto site Lugar do Real
O navio-motor “Alan Villiers”, foi um dos muitos navios mandados construir pelo Estado Novo, entre 1936 e 1960, com dois objectivos primordiais, o primeiro, reforçar a frota bacalhoeira nacional e o segundo, incrementar a construção naval em Portugal. Foi entregue em Junho de 1953, pelos estaleiros de Viana ao armador “Bacalhau de Portugal”.
Foi transformado em arrastão lateral, em 1974, passando-se a chamar “Ilha das Flores”, mais tarde, em 1980, mudou o nome para “Nauticus”. Foi vendido para sucata, em 1993, nos estaleiros de Alhos Vedros, Seixal.

O navio-motor "Alan Villiers"  ainda na versão de navio-motor
 repare-se na fileira de doris em frente à ponte de comando
foto site museu marítimo de Ilhavo
Características principais:


Comprimento:61.92m
Boca:11.08m
Pontal:4.88m
Tonelagem líquida: 675.31 ron.
Tonelagem bruta: 1181.91 ton.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

NAVIO-MOTOR "SENHORA DO MAR"




O Navio-Motor "Senhora do Mar" fundeado no rio Douro
foto site Museu Marítimo de Ilhavo
Navio-motor “Senhora do Mar”, construído em 1952, nos estaleiros da CUF, em Lisboa, foi mais tarde, em 1963, transformado em arrastão. Um dos muitos produtos do enorme esforço desenvolvido pelo  Estado Novo, entre 1936 e 1960, com o único desígnio de reforçar a frota da pesca longínqua. Após ter comprado, em 1935/36, 8 veleiros em segunda mão para poder aumentar rapidamente a frota, seguiu-se a motorização de 16 outros lugres, acabada esta primeira fase, partiu-se então para as novas construções. De 1936 a 1960, construíram-se 22 arrastões (onde se inclui o Santa Princesa em 2ª mão e o Santa Joana), para a pesca à linha, foram também construídos 22 navios-motores em aço, (onde se inclui o “Senhora do Mar”) em simultâneo com mais 17 navios-motores em madeira e 17 lugres. Seguiram-se mais 2 arrastões e transformaram-se 8 dos navios-motores de aço em arrastões. A grande nota a acrescentar a todo este incremento foi o local de construção da grande maioria destes navios ter sido em estaleiros portugueses
Características principais.
O Navio_motor "Senhora do Mar" fundeado em Lisboa
na véspera de mais uma campanha
foto site Lugar do Real

Comprimento: 61.78m
Boca: 11.03m
Pontal: 4.83m
Tonelagem líquida: 742.6 ton.
Tonelagem bruta: 1162.39  ton.
Capacidade de porão: 17.065 Quintais
Tripulação: 98 homens
Local de construção: Rocha Conde de Óbidos - Lisboa
Estaleiro: Companhia União Fabril
Ano de construção: 1952
Primeiro Armador: Mariano & Silva, Ld.ª - praça do Porto
Material de Construção: Aço
Nota: Este navio mudou de armador em 1989, passando a chamar-se Leone IV. Foi vendido para sucata em 1999.


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segunda-feira, 15 de julho de 2013

NAVIO-MOTOR "RIO LIMA"


O Navio-Motor"Rio Lima" no início da sua longa carreira
foto do site museu marítimo de Ilhavo
Navio-motor “Rio Lima”, mais um belo produto dos estaleiros de Viana do Castelo, construído em aço, em 1952, para a Empresa de Pesca de Viana, período áureo da expansão da famosa frota branca, altura em que os estaleiros navais nacionais tiveram o seu maior desenvolvimento, não só, pelo grande número de navios construídos, mas também, pela elevada tecnologia empregue na sua construção, quer a nível dos equipamentos electrónicos introduzidos, quer na elevada qualidade dos seus cascos, e a prova é que muitos desses navios navegaram em média mais de 40 anos, atravessando os mares mais inóspitos e perigosos do mundo, para trazer nos seus porões o fiel amigo dos portugueses.
Sofreu várias alterações no seu tipo de armação, começou em 1962, quando passou de navio-motor para Arrastão Clássico (arrasto lateral), mais tarde em 1977, sofreu de novo outra alteração, passando desta vez para pesca com redes de emalhar. Em 1988 mudou de armador passando a chamar-se “Leone III”, com este nome navegou mais 10 anos, quando foi abatido para a sucata.
Principais Características:

O navio-motor "Rio Lima" no dia do  bota-abaixo em 1952
foto museu marítimo de ìlhavo
 

Comprimento: 62.00m
Boca: 11.06m
Pontal: 5.08m
Tonelagem líquida: 651.27 ton.
Tonelagem bruta: 1447.43 ton.
Capacidade de porão: 17.000 quintais

sexta-feira, 12 de julho de 2013

NAVIO-MOTOR "CAPITÃO JOÃO VILARINHO"



Navio-motor "Capaitão João Vilarinho"  a laborar
algures nos Grandes Bancos
foto site maseu marítimo de Ilhavo
Navio-motor “Capitão João Vilarinho”, construído em aço, em 1952, nos Estaleiros Navais do Mondego SARL, Figueira da Foz, para o armador João Maria Vilarinho.
Começou a laborar com o tipo de armação de navio-motor e como salgador o modo de conservação do pescado a bordo. Em 1976, foi transformado em arrastão clássico (arrasto lateral).


Fez parte da grande revolução em termos de construção naval, protagonizada pelo Estado Novo, tendo em vista a restruturação da Indústria do bacalhau e que foi levada a cabo, através do Grémio dos Armadores de Navios de Pesca do Bacalhau, entre 1936 e 1961, período em que foram aumentados à frota nacional, cerca de 100 novos navios, dos quais 90% foram novas construções feitas em estaleiros nacionais. Em 1987, mudou de armador passando a chamar-se “Simão Cunha” com registo em Aveiro. Mais tarde foi eventualmente comprado por um armador espanhol, que lhe introduziu alterações importantes, principalmente a nível do casario, rebaptizando-o em seguida de "Lugalpesca".

O "Simão Cunha" ex "Capitão João Vilarinho"
atracado em Aveiro
foto do meu amigo Ricardo Graça Matias
Características principais:

Comprimento: 61.68
Boca: 11.03
Pontal: 4.83
Tonelagem líquida: 657.26
Tonelagem bruta: 1187.13

Capacidade de porão: 17.065 quintais
Tripulação: 94 homens

NAVIO-MOTOR "CAPITÃO JOSÉ VILARINHO"


O navio-motor "Capitão José Vilarinho" protagonista
de um dos mais graves acidentes da famosa "White Fleet"
foto site Lugar do Real
O “Capitão José Vilarinho”, era um navio-motor destinado à pesca do bacalhau à linha, construído nos estaleiros Navais do Mondego SARL, Figueira da Foz, em 1954, casco em aço, encomendado pelo armador José Maria Vilarinho. Infelizmente este navio foi protagonista de um gravíssimo acidente, no dia 19 de Agosto de 1970, quando navegava no mar do Canada, ia de arribada em direcção ao porto de St Johns, na tentativa de fugir a um ciclone que se aproximava rapidamente, com as condições de mar muito adversas e debaixo de muita névoa, foram subitamente abalroados pelo navio “Falcão” que seguia com rumo perpendicular ao do “Vilarinho”. O embate foi violentíssimo apanhou o “Capitão José Vilarinho” a meio navio, fazendo com que este naufragasse muito rapidamente. Infelizmente morreram 7 homens no acidente, tendo a restante tripulação sido salva pelo navio-motor “Conceição Vilarinho”, que na altura navegava nas mesmas águas, tentando também fugir à mesma ameaça do ciclone.

O "Capitão José Vilarinho" no dia do seu bota-abaixo
em 1954 na Figueira da Foz
foto site marítimo de Ilhavo
Características principais:

Comprimento f f: 66,50mComprimento pp: 60,30m
Boca 11,00m -  Pontal 5,50m
Calado 4,50m
Tonelagem líquida: 522.51
Tonelagem bruta: 1201.53
Capacidade de porão: 17.065 quintais
Tripulação:94 homens
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

LUGRE "MILENA"


O grande "Milena" no porto de Aveiro, a fazer os preparativos
para a próxima campanha aos Grandes bancos
foto site do museu marítimo de Ilhavo
Lugre-motor "MILENA", na companhia do lugre "José Alberto" , era um dos maiores veleiros de toda a frota bacalhoeira,  navio de oriem americana, ex-"BURKELAND", construído em Milton, na Florida em 1918, casco todo construído em boa madeira de riga,  adquirido em Génova pela Indústria Aveirense de Pesca, Lda.. Começa a sua actividade na pesca em 1936. Nos anos de 1940 e 1941 faz viagens de comércio e retoma a pesca do bacalhau na campanha de 1942. Naufragou por água aberta no Virgin Rocks na campanha de 1958. Dizia anos mais tarde, com a sua piada fina, o Sr. Capitão Joaquim Manuel Pereira da Bela, que durante alguns anos comandou o navio: "Só consegui um carregamento completo, quando ele se encheu de água e foi ao fundo".

Características Principais:

O "Milena" com o casco branco e a bandeira nacional
nas amuras, cores acordadas especialmente com as forças
 do eixo, em 1942, a fim de salvaguardar navios e tripulações.
foto site museu marítimo de Ilhavo

Tipo de armação: Lugre c/motor
Conservação de pescado a bordo: Salgador (1936)

Tonelagem bruta: 757 ton.
Tonelagem líquida: 582 ton.
Comprimento: 61m – Boca : 10,88m – Pontal: 5m
Motor: polar 330 hp
Câmara Frigorífica
Tripulação: 74 homens
Capacidade de porão: 11.394 Quintais

sexta-feira, 7 de junho de 2013

LUGRE "SENHORA DA SAÚDE"

O "Senhora da Saúde" a entrar em Leixões no regresso
de mais uma campanha foto site museu marítimo de Ilhavo
Lugre-motor construído em madeira de carvalho, de quatro mastros , proa de beque, "SENHORA DA SAÚDE". Ex- navio dinamarquês "HELGA" lançado ao mar em 1920, Nordly Fano na Dinamarca. Adquirido por Tavares, Mascarenhas, Neves & Vaz Lda. da praça do Porto, para a campanha de 1935.

Características principais:
Comprimento: 43,06m
Boca: 9,48m
Pontal: 4,47m
Tonelagem Líquida: 300,85m
Tonelagem Bruta: 426,73m
Conservação do pescado a bordo: Salgador
Tipo de Armação: Lugre c/motor
Capacidade de porão: 6.395 quintais
Tripulação:62 homens
 Naufraga por água-aberta em 1952 no Banco Store na Gronelândia.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

LUGRE "LUIZA RIBAU"

O último dos "moicanos" fundeado no Tejo, eventualmente
para mais uma benção colectiva da frota.
foto site do museu marítimo de Ilhavo
Lugre-motor de madeira, com quatro mastros, proa tipo colher, com uma gaiuta  no castelo da popa, para proteção do timoneiro, apresentava também um poço significativo entre os dois castelos. Construído por João Bolais Mónica na Gafanha da Nazaré, em 1953, para a Sociedade Gafanhense, Lda. Foi o último lugre-motor a ser construído para a Faina Maior.
Características principais:
Deslocava: 712 toneladas brutas
Comprimento: 52 m – Boca: 10,91m
Embandeirado em arco no dia do bota-abaixo
foto do museu marítimo de Ilhavo
Pontal: 5,46m
Motor Deutz 520 hp
Conservação do pescado a bordo: Salgador
Com capacidade frigorífica para o isco.
Naufragou devido a incêndio no Virgin Rocks-Terra Nova em 26-8-1973.
Tripulação toda salva
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

LUGRE "CONDESTÁVEL"

Aqui na sua forma original, lugre de quatro mastros
Ponte de comando no castelo da popa, poço e castelo de proa
foto site do museu marítimo de Ilhavo
Lugre construído em 1948 na Gafanha da Nazaré, casco em madeira com quatro mastros, por Arménio Bolais Mónica, proa tipo colher, popa em fatia com espelho, para a Empresa Pesca Transatlântica, Lda Porto. Em 1957 foi transformado em navio-motor.
Apresentava uma gaiuta no castelo da popa, para proteção do timoneiro.
Características principais
Tipo de armação inicial : Lugre c/motor
Tonelagem líquida: 381,40t  - Tonelagem bruta: 634,65t
Comprimento: 45,40 m - Boca: 10,91m – Pontal: 5,58m
Depois de transformado em Navio-motor em 1957
fundeado na ribeira do Porto
foto site do museu marítimo de Ilhavo
Motor Cooper-Bessemer 500 hp
Câmara frigorífica.
Capacidade de porão: 10.276 quintais
Tripulação: 72 homens
Naufragou devido a incêndio no Banco Store Gronelândia em 1.9.60
Foram salvos os 72 homens da sua tripulação